Sábado Santo - Pe. Gleison profere homilia da noite santa

Domingo de Ramos e Início da Semana Santa

A Semana Santa e Maior do calendário litúrgico iniciou no domingo de Ramos e a Paróquia Santo Antônio preparou uma programação especial para toda comunidade. Os fieis se reuniram às 8h na Praça do Rodo, no bairro Visconde de Araújo, onde os ramos foram abençoados e, após a leitura do evangelho, seguiram em procissão até a igreja com ramos nas mãos, louvando e aclamando Jesus como Senhor e Rei. A Santa Missa foi presidida pelo Vigário Episcopal e pároco da Paróquia Santo Antônio, Pe. Gleison Lima, e concelebrada por Pe. Wander Dias. Muitas pessoas participaram da celebração, que foi realizada sob as tendas especialmente providenciadas para as devoções desta Semana.

Bênção dos Ramos e Início da Celebração

Em sua homilia, Pe. Gleison destacou as virtudes da obediência e da gratidão:

– Se lembrarmos de São João da Cruz, santo do século XVI, ele vai dizer: “Amor com amor se paga”. Nós já sabemos tudo o que Jesus fez por nós foi por amor. Começamos hoje, a Semana Santa, e cabe a nós uma pergunta: O que nós vamos fazer por amor a Deus? O fato de estarmos aqui, hoje, nesse local improvisado, já é um pouco de prova de amor. Nós queremos iniciar bem esta Semana Santa e nós queremos fazer desta semana, uma semana diferente, nós queremos amar a Deus com toda nossa força, com toda nossa inteligência, com toda nossa capacidade e queremos retribuir a Deus um pouco com nossa vida, tudo o que Ele fez por amor. “Amor com amor se paga”. Por isso, que essa semana seja realmente diferente para nós, que seja Santa. – disse o pároco da Santo Antônio.

Procissão de Ramos saindo da Praça do Rodo em direção à Paróquia

Dando seguimento à reflexão do dia, concluiu:

– Peçamos a Deus perdão por tantas coisas que fazemos de maneira equivocada. Jesus Cristo foi obediente até a morte de cruz, por amor. Então, que também nós possamos ser obedientes como Ele e gratos, porque Ele só fez isso porque nos ama. Gastar a nossa vida agradecendo a Deus pelo que Ele nos fez ainda é pouco. Reclamamos tanto, murmuramos tanto, questionamos tanto da vida, ao invés de agradecermos. Que seja a semana da gratidão e que possamos muitas vezes ao longo dessa semana falar no nosso coração, ou até mesmo em alta voz: “Obrigado, Senhor! Amor com amor se paga”.

As palavras ecoadas no domingo de Ramos abriu o convite para que toda a comunidade participasse ativamente de toda a programação da semana Santa.

Multidão de fieis participam da celebração do Domingo de Ramos

Segunda-feira Santa – Via Sacra

Início da Via Sacra na Paróquia Santo Antônio

O Colégio Castelo organizou, com o apoio da Paróquia Santo Antônio, uma bela procissão onde foram meditadas as estações da via sacra de Cristo. Às 19h os fieis se reuniram na paróquia Santo Antônio onde rezaram as primeiras estações da via crucis, e de lá seguiram, rezando e cantando até o Colégio Castelo. No ginásio da escola, especialmente preparado para receber os fieis, meditaram os momentos finais da vida de Jesus. O silêncio e o clima de introspecção favoreceram a oração e preparação para vivenciar os outros dias da Santa Semana que estava apenas começando.

Meditação das Estações no ginásio do Colégio Castelo

Terça-feira Santa – Encenação da Paixão de Cristo

Este ano a Santo Antônio inovou mais uma vez e a equipe de teatro da paróquia preparou uma encenação muito especial da Paixão de Cristo. O grupo ensaiou incansavelmente por dois meses e o resultado foi uma apresentação emocionante, um figurino bem trabalhado, um cenário e iluminação bem montados. Com certeza é um projeto que terá continuidade nos anos futuros, pois obteve o apoio e adesão de toda comunidade. Se este ano foi bom, no próximo será ainda melhor.

Encenação da Paixão de Cristo

Ao final da apresentação teatral, Pe. Gleison fez uma breve reflexão sobre o momento e convidou todos os presentes a se unirem em oração, a noite foi finalizada com as orações do Pai Nosso e da Ave Maria, seguidas da bênção sacerdotal.

A comovente apresentação ajudou os fieis a refletirem os momentos da Paixão do Senhor

Quarta-feira Santa – Procissão do Encontro

A tradicional procissão do Encontro, onde no percurso relembramos o momento do calvário onde Jesus se encontra com sua mãe, inicia com os homens participando da missa na Santo Antônio e as Mulheres celebrando em Fátima. Ambos seguem em procissão luminosa em direção à Igreja de Santana. Em um ponto do percurso homens e mulheres, Jesus e Maria, se encontram e seguem juntos rumo à igreja que tem como padroeira a avó de Jesus. Este ano as mulheres foram surpreendidas por uma banda que acompanhava a procissão dos homens, a música trouxe ainda mais emoção a esta procissão que mexe tanto com os católicos.

Momento de encontro das procissões. Jesus se encontra com Maria

Esta é uma celebração que reúne párocos e paroquianos de várias paróquias de Macaé e, por isso mesmo, remete à realidade e importância da comunhão da Igreja. Conduziram a procissão, Pe. José Luiz, Pe. Gleison Lima e Pe. Fábio Felippe.

A procissão segue até a igreja de Santana, onde a celebração se encerra

Quinta-feira Santa – Lava Pés

Dando início ao Tríduo Pascal, a celebração da humildade e do amor, este ano como nos anteriores, em muito emocionou. A Santa Missa do Lava Pés, presidida pelo Vigário Episcopal e pároco da Paróquia Santo Antônio, Pe. Gleison Lima, e concelebrada por Pe. Wander Santos, iniciou às 20h e a comunidade se reuniu em torno do altar para celebrar este momento tão importante da fé católica.

Doze paroquianos tiveram seus pés lavados em memória desta ação de Jesus

Em sua homilia, Pe. Gleison destacou que a celebração da Quinta-feira Santa pode ser traduzida em uma palavra: transformação.

– No Evangelho, Jesus disse que era necessário lavar os pés, porque todos ali precisavam disso, menos um que estava impuro. E também nós nos tornamos impuros quando caímos, quando fraquejamos. E o que faz com que nós nos tornemos impuros? Quando nós recusamos o amor, e esse Amor é com letra maiúscula. Quando recusamos o Amor que é Deus, São João fala que Deus é Amor, nós caímos. Quando nós não queremos ser amados por Deus, nós fraquejamos. Quando nós julgamos que não precisamos d’Ele porque eu me basto, nós nos afundamos. E Deus não se distancia de nós. Nós é que vamos nos afastando de Deus. Por isso, nós podemos traduzir a celebração de hoje em uma palavra: transformação – disse Pe. Gleison.

A cerimônia dos Lava Pés tem um sentido muito reflexivo e profundo para os católicos

E completou:

– Falávamos no Domingo de Ramos que gratidão e obediência marcariam a nossa Semana. Hoje, Quinta-feira Santa, é dia de gratidão e de alegria por ver que o Senhor quer continuar conosco, e já permanece por 2.000 anos transformando pão e vinho no seu corpo e sangue, porque Deus não nos doa algo. E é esse o mistério de hoje: Deus se doa a nós. Deus se entrega a cada um de nós. E essa entrega, se repete em cada Eucaristia. Ele que se entrega, pão e vinho que se transformam na sua presença de corpo e sangue. E eu, que recebo Seu corpo e sangue, me transformo n’Ele também. Ele que se entrega a mim, eu que me entrego n’Ele, um amor de dois. E, nesta quinta, se tem por um lado gratidão e alegria, porque Ele nos amou até o fim. Também é dia de transformação. Não permitamos que o veneno do rancor nos impeça de transformar nosso coração em verdadeira morada de Deus. Lavar os pés uns dos outros, significa perdoar e recomeçar, significa transformar uma vida velha em uma vida nova. Por isso, ‘amar o outro’, que isso nos transforme todos os dias e nos faça criaturas novas.

Pe. Gleison Lima lava e beija os pés dos paroquianos num gesto semelhante ao de Cristo

Em seguida, repetindo o gesto do Senhor, o pároco lavou os pés dos doze paroquianos, ali representando os doze Apóstolos. Ao final da celebração, começou a Vigília Eucarística que se encerrou às 15h, na Sexta-feira Santa, com a Celebração da Paixão.

Sexta-feira Santa – Celebração da Paixão

A Sexta-feira Santa na Paróquia Santo Antônio iniciou em clima de profunda oração e contemplação. As pastorais se revezaram durante a noite e madrugada em vigília diante do Santíssimo Sacramento, às 5h da manhã foi rezado o Ofício das Trevas e às 15h toda a comunidade se reuniu para celebrar a Paixão do Senhor.

Ofício das Trevas rezado na sexta e no sábado às 5h da manhã

Favorecendo a ordem do dia, que direciona a uma atitude mais reflexiva e silenciosa, em sua homilia, o Vigário Episcopal do Vicariato Litoral e pároco da Paróquia Santo Antônio, Pe. Gleison Lima, levou a assembleia a refletir sobre a Verdade.

– O que é a verdade? Esta foi a pergunta que Pilatos fez. O próprio texto nos diz que quando ele faz essa pergunta, não espera resposta, vira as costas e sai. O que é a verdade para nós? Para nós cristãos e, de maneira especial para nós católicos, que talvez sejamos os que valorizamos de fato o dia de hoje, a verdade não é algo, a verdade é alguém, a verdade é uma pessoa, Jesus Cristo, porque Ele mesmo disse: Eu sou o caminho, eu sou a Verdade. E em Jesus, não pode haver mentiras, então se Ele disse que é a Verdade, onde a buscaremos, senão n’Ele mesmo. E, nesta celebração, nesta Sexta-feira Santa, marcada pelo silêncio e jejum, deve ser um dia para nós pararmos um pouco e nos voltarmos a procura desta Verdade. – orientou Pe. Gleison.

Após a homilia, neste dia em que a cruz de Cristo é colocada como centro da veneração da fé católica, uma longa fila de fieis se formou para que todos beijassem a imagem do crucificado. Ao final da celebração, os fieis receberam um marcador de páginas com a inscrição de Jesus pregado à cruz e uma oração própria para o dia. Em seguida, a comunidade se retirou recolhida e silenciosamente.

Ainda na noite da Sexta-feira Santa, muitos paroquianos participaram do descendimento do Senhor da Cruz na igreja de Santana e da procissão do Senhor morto.

Sábado Santo – Vigília Pascal 

A noite de Sábado Santo foi nada menos que super especial, em uma emocionante celebração de durou mais de 3 horas, entre ritos, leituras, salmos, cantos, homilia e comunhão, toda a assembleia entoou o Aleluia para exaltar a vitória da Vida sobre a morte e a alegria de termos um Cristo vivo, ressuscitado.

A celebração luminosa da Vigília Pascal renovou os sentimentos de alegria e esperança

Pe. Gleison Lima, juntamente com toda a comunidade da Paróquia Santo Antônio, mais uma vez demonstraram muito zelo e capricho na preparação desta celebração tão importante para a Igreja, que é a Vigília Pascal.

– Irmãos caríssimos, recorro ao Papa Francisco para nos ajudar a rezar um pouco mais nesta solene celebração da Vigília Pascal, onde tivemos diante dos nossos olhos e ouvidos toda narrativa da história da salvação. Ao escutarmos todos os textos sagrados fizemos memória e lembramos tudo que o Senhor fez. Este é o convite, fazer memória e é isso que nós fazemos todas as vezes que consagramos o pão e o vinho e dizemos: fazei isto em memória de mim. Se nós perdermos esta memória, nós perdemos a fé. Lembrai-vos: é um convite de fazer memória e memória de um encontro com Jesus, com suas palavras, seus gestos e é precisamente este recordar, lembrar amorosamente a experiência com Deus que fez com que as mulheres superassem o medo e levassem o anúncio da ressurreição aos apóstolos e a todos. Aprendamos a fazer memória daquilo que Deus fez na nossa vida. – exortou Pe. Gleison em sua homilia.

A eucaristia é o centro desta festa cristã. Pe. Wander(esq.) concelebra com Pe. Gleison(dir.)

E continuou:

– Frequentemente nós somos acometidos pelo medo, pela novidade, incluindo a novidade que Deus nos traz e nos pede, muitas vezes preferimos manter as nossas seguranças, tememos as surpresas de Deus e Deus não cessa de nos surpreender.
Se te parece difícil seguir Jesus Cristo, não tenhas medo, entrega-te a Ele, pode estar seguro de que Ele está perto de ti, Ele está contigo, e Ele te dará a paz que tanto precisas e a força para viver como Ele quer.- concluiu o padre sua homilia.

Com alegria a Igreja recebe os novos batizados

Ainda durante a celebração da Vigília Pascal, os catecúmenos receberam os sacramentos do Batismo e a Primeira Eucaristia.

Domingo de Páscoa – Celebração da Ressurreição

No Domingo de Páscoa, a comunidade da Paróquia Santo Antônio se reuniu com muita alegria para celebrar a Ressurreição do Senhor. Neste dia, estavam programadas três celebrações, mas o zelo do pároco fez com que fossem realizadas missas em outros dois horários, 11h e 17h, não previstos na programação da Semana Santa.

Em sua homilia dominical, o Vigário Episcopal do Vicariato Litoral e pároco, Pe. Gleison Lima, destacou a importância do Domingo para o verdadeiro cristão.

– Hoje é o dia que o Senhor fez para nós. Domingo é o nosso dia. Nós, cristãos, devemos guardar o dia do Senhor. Por isso, quando faltamos à missa de domingo sem justa causa, sem motivo grave, nós não podemos comungar na missa seguinte, porque domingo é dia santo. Neste dia o Senhor ressuscitou. Não podemos entrar nessa dinâmica frenética de que temos de trabalhar de domingo a domingo, com exceção daqueles que trabalham por escala. Me refiro àqueles que vivem buscando oportunidades de trabalho neste dia da semana e, isso não se justifica. Guardar o domingo e colocá-lo realmente como ponto importante, quer eu esteja em casa, com chuva, com sol, com visita ou sozinho, em férias, viajando ou a trabalho, domingo é um dia diferente e eu preciso gravar isso muito seriamente no meu coração e na minha mente. Falávamos na Vigília de ontem, Deus sempre nos surpreende, mas para que eu seja surpreendido, eu preciso estar desarmado, preciso estar com meu coração aberto. Quantas pessoas que às vezes nós nos aproximamos, para poder iniciar uma amizade, cumprimentar, e as pessoas já vem com não sei quantas pedras nas mãos, pessoas que não se deixam ser surpreendidas pelo amor fraterno, muitas vezes pelo amor de Deus. A grande dinâmica nossa é exatamente nós nos permitirmos experimentar as surpresas de Deus. Se nós tivéssemos o coração fechado, se tivéssemos dito não, depois nós teríamos nos arrependido de muita coisa. Cada um pode fazer o exame de consciência agora e ver quais foram as surpresas que Deus já lhe concedeu. Como Deus é bom. Se nós não estivermos abertos às surpresas d’Ele, nós nos frustraremos. Querer fazer a vontade de Deus, muitas vezes é violentar a nossa vontade. Porque de verdade a vontade de Deus para nós é a nossa alegria. Que nós possamos estar abertos às surpresas de Deus que sempre nos surpreende para o bem, nunca para o mal. Se estamos abertos às surpresas de Deus, quando vem as adversidades, nós não vacilamos na fé, porque sabemos que nelas, Deus tem propósitos maiores. É necessário estarmos abertos, assim como os discípulos para a ressurreição. Porque a ressurreição é novidade, nunca tinha acontecido. Jesus ressuscitou Lázaro, mas depois morreu. Jesus morreu e ressuscitou para não morrer jamais. – disse o pároco da Santo Antônio.

Fieis comungam no domingo da Ressurreição

E continuou:

– Teve um verbo mencionado quatro vezes no Evangelho de hoje: correr. Madalena com suas amigas vão ao túmulo, chegam ao túmulo aberto, veem que está vazio e elas saem correndo para anunciar aos discípulos que Jesus não estava mais lá. João e Pedro vão caminhando ao encontro do túmulo? O Evangelho fala que João e Pedro vão correndo. João, como era o discípulo mais novo, chega primeiro, não entrou, esperou Pedro, que veio correndo atrás. Pedro entra e depois João entra. E veem que Jesus não está mais no túmulo. O verbo correr é um verbo que nós devemos vivenciar todos os dias. Se diz que verbo é ação, então a ação de correr na vida do cristão, deve ser um imperativo contínuo. Mas o impressionante é que queremos correr para muitas coisas, mas para as coisas de Deus: ‘um momento’, ‘não tenha pressa’, ‘pra quê fazer hoje, vai que amanhã já não seja mais necessário’, ‘calma’…Mas não é isso que nós aprendemos hoje no Evangelho da Ressurreição. Madalena, outras mulheres e os discípulos tem pressa. O próprio Cristo fala no Evangelho que veio trazer fogo à terra e como gostaria que estivesse acesso. Deus tem pressa. Quando celebrávamos na Quinta-feira Santa, quando Judas trai Jesus, o que é que Jesus diz para ele? “O que você tem que fazer, faça-o já”. Ele não disse: faça semana que vem ou a hora que você quiser, vai lá e me entrega. O que tem que fazer, faça agora e, nós, católicos, precisamos entender isso. Nós temos um poder incrível em nossas mãos, nós temos Deus dentro de nós. E eu faço o que com as oportunidades que a vida me dá? Celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo é ter o coração pegando fogo. E que esse fogo nos ajude a educar nossos filhos na fé católica. Que Cristo Jesus Ressuscitado contagie a todos nós para comunicá-lo ao mundo. – concluiu Pe. Gleison.

No Domingo de Páscoa foram realizadas cinco celebrações de missas na paróquia Santo Antônio

Todas as celebrações do Domingo de Páscoa estavam carregadas de ânimo e alegria contagiantes, provavelmente, frutos de uma Quaresma e Semana Santa intensamente vivenciadas. Na missa da noite, também houve celebração de casamento e a Primeira Eucaristia dos jovens e adultos que tiverem o privilégio de receber, nesta data especial, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo pela primeira vez.

Jovens e adultos recebem a primeira eucaristia e um casal se casa durante a celebração da Santa Missa

Texto e fotos: Pascom/Pastoral da Comunicação da Paróquia Santo Antônio

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