Primeira Missa de 2020: Solenidade Santa Maria Mãe de Deus.

Em comunhão com a Igreja, no dia 1° de janeiro a Paróquia de Santo Antônio celebrou a Solenidade Santa Maria Mãe de Deus, um dia de preceito para os católicos no mundo inteiro. A Santa Missa iniciou às 19h e foi presidida por Pe. Gleison Lima, pároco da Santo Antônio, e contou com a presença de muitos fiéis, atentos e desejosos de iniciar o ano na presença de Deus. O eclesiástico iniciou a homilia enfatizando a importância da oração na vida dos cristãos.

– Queridos irmãos e irmãs, estamos hoje, no primeiro dia do ano, na primeira Eucaristia de 2020. Ontem, no último dia do ano, ainda que escutássemos os mesmos textos, nós refletíamos um pouco sobre a gratidão e, por isso, agradecíamos a Deus por tudo que havíamos vivido ao longo de 2019. Terminamos a Eucaristia de ontem, cantando o Te Deum , a Deus graças e louvores. Hoje,  iremos  meditar sobre a oração, se ontem a reflexão gerava em nós a gratidão, hoje a oração nos gera a paz – disse Pe. Gleison.

No primeiro momento, destacou os textos sagrados do dia.

– As leituras nos mostram que o mesmo fato, ocorrido na vida de uma pessoa que reza e de uma outra pessoa que não reza, terá resultados diferentes. A exemplo disso, a Virgem Maria, uma mulher orante e que, por isso, soube acolher a voz de Deus na mensagem enviada através do anjo. E o próprio José, homem justo, que soube escutar a voz de Deus e acolhê-la, não reclamando da vida, mas acolhendo para si aquilo que Deus tinha reservado para ele. Uma pessoa que reza sabe escutar e acolher a vontade de Deus. Ainda que a vontade de Deus, às vezes, não esteja sendo contemplada em seus planos. Quando acolhemos a Palavra de Deus Ela gera em nós a paz, e isso só é possível mediante uma vida de oração – disse o pároco.

Pe. Gleison na homilia: “A oração que gera a paz.”

E, recorrendo ao livro de Dom Rafael, Serenidade e Paz pela Oração, falou sobre a paz.

– Perdemos a paz por ocasião de uma doença que chega, pelo desemprego, por uma notícia que não estávamos esperando, às vezes, por coisas grandes, mas muitas vezes por coisas pequenas. Mas, diante de qualquer circunstância, jamais, devemos perder a paz.  É a oração que nos traz o equilíbrio – afirmou o padre.

E continuou relacionando trechos do livro com frases de Santo Agostinho que nos fala da alegria e São Josemaria Escrivá que nos diz sobre a santidade.

– Se queremos ter uma profunda paz e alegria é preciso mergulhar em Deus através da oração, assim encontraremos a infinita fonte de amor e felicidade.  E vai dizer Santo Agostinho: ‘As almas de oração são felizes porque trazem Deus em si’. A oração é necessária, não para que Deus tome conhecimento das nossas necessidades, mas para que tomemos a consciência da necessidade que temos que recorrer a Deus. São Josemaria vai dizer: ‘Não acredito na santidade de uma pessoa que não reza’. Não é possível um cristão que não reza, viver em paz. Cristão que reza, não procura guerra, não faz da vida do outro um inferno, não faz calúnias, não vai para as redes sociais criticar a um ao outro, nem divulgar notícias falsas e publicar fatos e fotos que possam denegrir a imagem de alguém. Boca que recebe a Eucaristia, jamais pode ser boca que calunia as pessoas, que desconstrói a imagem do outro. Nos lembra São Josemaria: ‘Se não posso falar bem de alguém, eu me calo’. – enfatizou o presbítero.

Os fiéis atentos a cada momento da Santa Missa.

Concluindo a reflexão, recorreu a um trecho das palavras do Papa Francisco para o dia Mundial da Paz.

– ‘A paz é um bem precioso e é uma meta a ser alcançada apesar das dificuldades e dos obstáculos.’ Que a paz seja uma meta a ser alcançada por todos nós. Paz que começa dentro de casa, no nosso ambiente de trabalho, dentro da Igreja, com nosso círculo de amigos. Nos diz o Papa: ‘É a esperança que dá asas para nós continuarmos a esperar pela paz.’ Para um cristão que reza, a esperança consiste em alcançar aquilo que Deus nos promete. O cristão que reza é uma pessoa esperançosa. Espera por dias melhores. Um cristão que não reza, é pessimista. Como é bom compartilhar coisas boas – disse. 

E finalizou.

– Que a Mãe de Deus, a Rainha da Paz, possa interceder por nós todos os dias ao longo deste ano, para que possamos falar menos e rezar mais. Para gerarmos menos fofoca e mais caridade, menos ódio e rancor e mais perdão e recomeço. E o que mais eu posso me esforçar para alcançar ao longo deste ano de 2020? – propôs a meditação.

Ao concluir a pregação, convidou a comunidade para rezar a mais antiga oração que encontramos com referência à Virgem Maria Mãe de Deus, datada do século III no Egito.

– ‘À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos de todo o perigo, ó Virgem gloriosa e bendita!’. Que esta oração seja uma constante na nossa vida, em especial, ao logo deste ano. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós! 

O pároco aspergindo água benta no terreno onde será construída a nova Matriz Paroquial da Santo Antônio.

Antes da benção final, o prelado falou da construção da nova Matriz Paroquial, informando que, se tudo acontecer conforme o planejado, a obra começará logo após o Carnaval. Depois da bênção, Pe. Gleison rezou em frente ao presépio e em seguida, em pequena procissão, acompanhado dos fiéis, se dirigiu ao terreno onde será construída a nova Matriz Paroquial rezando e aspergindo água benta no local e nos fiéis.

Texto: Patrycia Vieira/Pascom Santo Antônio.

Revisão: Tânia Mara/Colaboradora Santo Antônio.

Fotos: Aparecida Gomes/Pascom Santo Antônio. 

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