“Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as graças e chamou-as Maria” (São Luís Maria de Montfort)

Uma, entre todas, foi a Escolhida: concebida isenta do pecado original, formada em virtudes, repleta da graça divina, e Arca Santa da Palavra de Deus – o próprio Jesus. Uma menina chamada Maria foi a portadora da maior das honras que poderiam ser concedidas a qualquer servo de Deus, cuja memória é honrada através de diversos títulos e por muitas festas ao longo do ano litúrgico, e de quem até mesmo o nome é santo e venerável.

“O nome de Maria é alegria para o coração, mel para a boca, melodia para o ouvido de seus devotos” (Santo Antônio de Pádua)

Muitas interpretações têm sido dadas ao nome de Maria na história, de acordo com a origem geográfica e linguística que seja considerada. Mas a teoria mais popular afirma que o nome deriva do hebraico Miryam, e significa “amada por Deus”. De acordo com Santo Alberto Magno, o nome “Maria” pode ser compreendido como “iluminada” (a mulher descrita em Ap 12, 1), “Estrela do Mar” (a mais brilhante e que guia os homens ao seu destino), “Mar amargo” (assim como do oceano não se contam as gotas, de Maria não se contabilizam as graças e virtudes), e “Senhora” (Rainha medianeira de todas as graças).

A Santidade de seu nome, como ensinado por santos e santas da Igreja, revela não apenas a escolha direta feita pelo Pai, mas a doçura e infalibilidade que se tem ao pronunciá-lo. A própria Virgem revelou a Santa Brígida: “Por mais endurecido que seja um pecador, imediatamente o abandona o demônio, se invoca meu nome com o propósito de emendar-se”.

A Anunciação, de Leonardo da Vinci (1472)

“Ser devoto do nome de Maria é reconhecer que a Virgem tem uma tarefa na obra da salvação, é aceitar e invocá-la para que a realize também em nossas, pois o Seu nome é eficaz” (Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior), mas não como uma superstição, e sim como gesto de reconhecimento, amor e devoção.

O nome de Nossa Senhora foi apresentado pelo evangelista São Lucas no Novo Testamento, em seu primeiro capítulo e 27º versículo: “E o nome da virgem era Maria”. Embora a devoção remonte ao século XV, a instituição de sua festa universal aconteceu em 1683 (século XVII) com o Papa Inocêncio XI, quando foi fixada para o dia 12 de setembro.

Que a invocação do Santo Nome de Maria nos permita afugentar os demônios, ajude-nos a não cair nas tentações e nos renove a fé e a esperança para seguirmos firmes em tudo para o que o Senhor nos chamou!

Texto elaborado por Nathália Brígida/Pascom Santo Antônio

Fontes:
https://www.a12.com/academia/artigos/12-de-setembro-santissimo-nome-de-maria
https://padrepauloricardo.org/blog/o-credo-da-virgem-maria
https://cleofas.com.br/o-santissimo-nome-de-maria/
https://pt.aleteia.org/2016/09/16/qual-o-significado-do-nome-de-maria/
https://www.acidigital.com/noticias/7-caracteristicas-do-santo-nome-de-maria-explicados-pelos-santos-97611
https://www.a12.com/academia/catequese/o-dulcissimo-nome-de-maria

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